Bebes uma caneca de leite bem quente com chocolate. Vais aos corrupios até ao quarto... Uma gota aqui, outra ali. De modo deixar o teu rasto de migalhas para te virem abraçar por entre a noite.
Hoje, dormes com o sorriso do tamanho do Mundo e ousas ter os olhos a reflectir as estrelas. Hoje, a tua pele cheira a lua e tens melodias feitas de notas de mel a escorregar-te pelos ouvidos... e enrolas-te procurando aconchego e teu tão aclamado calor.
Amanhã, acordas com o céu nos teus braços e o sol feito em pedacinhos, no chão do teu quarto. Tens o vitral humedecido e transpirado, fruto da tua respiração intensa... Levantas o teu corpo (hoje mais) leve e sabes que te cresceram as asas.
Uma dor terna e afectuosa instalada nas tuas costas, anuncia-te.
Vai! Está na hora de adejares…