sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

*




« Penso: talvez o céu seja um mar grande de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como um céu e quando a gente morre, quando a gente morre, talvez a gente caia e se afunde no céu. »

José Luís Peixoto in Nenhum Olhar

* Home






« another winter day has come
and gone away
and even Paris and Rome
I wanna go home
Let me go home »






Há quem diga, que 'casa' é mais que uma construção, uma envergadura de ferro edificada e guardiã de pessoas e seus atrelados. Concordo plenamente... Casa é, mais que tudo, um sentimento. Um estado de espírito, sim. Que nos faz sentir seguros e capaz de valorizar o que nela mesma reside. Um carinho docemente clandestino que insurge das paredes feitas de Sol e não de materiais sólidos e frios.

Ando a precisar de me sentir em casa... Sinto-me um pouco, como se estivesse, na casa do vizinho. É, sim. Daqueles com quem não se tem muita confiança, não se conhece o caminho desenhado por entre as paredes e, de certo modo, faz-nos sentir desconfortáveis.

Não sei o que se passa. (Ou talvez saiba...)

Sem mais demoras visto o casaco, e mais uma vez - outra e outra noite - vou à procura de casa.
A minha casa.

Preciso de luz no caminho...
Michael Bublé - Home

terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

* catching 1000 stars

Some call it faith, some call it love
Some call it guidance from above
You are the reason we found ours
So thank you stars

Some people think it's far away
Some know it's with them everyday
You are the reason we found ours
So thank you stars

There are no winds that can blow it away on the air
When they try to blow it away 's when you know it will always be there

To some it's the strength to be apart
To some it's a feeling in the heart
And when you're out there on your own, it's the way back home.

(...)

Katie Melua - Thank You, Stars

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

* Vai!


Bebes uma caneca de leite bem quente com chocolate. Vais aos corrupios até ao quarto... Uma gota aqui, outra ali. De modo deixar o teu rasto de migalhas para te virem abraçar por entre a noite.

Hoje, dormes com o sorriso do tamanho do Mundo e ousas ter os olhos a reflectir as estrelas. Hoje, a tua pele cheira a lua e tens melodias feitas de notas de mel a escorregar-te pelos ouvidos... e enrolas-te procurando aconchego e teu tão aclamado calor.

Amanhã, acordas com o céu nos teus braços e o sol feito em pedacinhos, no chão do teu quarto. Tens o vitral humedecido e transpirado, fruto da tua respiração intensa... Levantas o teu corpo (hoje mais) leve e sabes que te cresceram as asas.

Uma dor terna e afectuosa instalada nas tuas costas, anuncia-te.

Vai! Está na hora de adejares…

domingo, 18 de Outubro de 2009

*


Hoje senti falta do teu calor. Aquele que me dás todas as noites.


E porque é que tinhas que falhar esta noite? Porquê? Hoje está frio... está tudo incrivelmente gelado e eu frígida.


Sentia a falta. De ti. Do teu calor.


(espero que tenhas noção disso.)
01h15