
Não me julgo como o mar que banha todos os pés, mas provavelmente um pouco como algumas ondas que rebentam onde (e em quem) querem.
Contam que quando era pequenina e tinha um pacote de bolachas na mão, se me pedissem uma bolacha eu dava tudo. Mas se me perguntassem se queria dar a mão para ir passear, eu ponderava discretamente. Pousava os meus olhos de borboleta irrequietos e distanciava-me. Observava e depois decidia… Se escolhesse que não queria ir, sorria com ar malandro e mexia cuidadosamente no cabelo. Se por outro lado deliberasse que sim, avançava numa pirueta emotiva e agarrava com força aquela mão que me esperava.
Ainda hoje sou assim… ou reconheço-me assim, pelo menos. Quando dou a mão tenciono ser para um longo período de tempo. Tenho de ter a certeza que quero ter as impressões dessa pessoa acarinhadas com as minhas.
Não digo, com isto, que seja reservada. Nunca fechei portas na cara a ninguém. Deixei sempre uma fresta – uma pequena grande fresta – segura por um cadeado porque não sabia se queria abrir mais. No entanto, também não vou com qualquer vento. É preciso que me saibam fazer dançar…
Não preciso de sussurros ténues nem de palavras amorfas.
Expele-me algo íngreme que arranques da essência… e se me vires com as mãos a tremer, é porque te quero agarrar e fazer explodir de mim, algo muito meu.
Sucintamente, é porque me quero dar.
Contam que quando era pequenina e tinha um pacote de bolachas na mão, se me pedissem uma bolacha eu dava tudo. Mas se me perguntassem se queria dar a mão para ir passear, eu ponderava discretamente. Pousava os meus olhos de borboleta irrequietos e distanciava-me. Observava e depois decidia… Se escolhesse que não queria ir, sorria com ar malandro e mexia cuidadosamente no cabelo. Se por outro lado deliberasse que sim, avançava numa pirueta emotiva e agarrava com força aquela mão que me esperava.
Ainda hoje sou assim… ou reconheço-me assim, pelo menos. Quando dou a mão tenciono ser para um longo período de tempo. Tenho de ter a certeza que quero ter as impressões dessa pessoa acarinhadas com as minhas.
Não digo, com isto, que seja reservada. Nunca fechei portas na cara a ninguém. Deixei sempre uma fresta – uma pequena grande fresta – segura por um cadeado porque não sabia se queria abrir mais. No entanto, também não vou com qualquer vento. É preciso que me saibam fazer dançar…
Não preciso de sussurros ténues nem de palavras amorfas.
Expele-me algo íngreme que arranques da essência… e se me vires com as mãos a tremer, é porque te quero agarrar e fazer explodir de mim, algo muito meu.
Sucintamente, é porque me quero dar.



7 sussurro(s):
adorei, está tão bonito +.+
gosto do "Sucintamente, é porque me quero dar."
Cede então, calmamente, e dá as mãos :) Texto lindo Jéssica*
gostei muito do texto, e o teu blog está lindo, parabéns :)
beijinhos, Joana
Está tão perfeito. ;b
Dá-me a mão, e nao largues nunca.
"Eu estarei sempre que te sentires só. Olha pra mim, hoje não há batalhas, hoje não há tristeza, deixa sair o sol.
Olha pra mim fica no meu abrigo perde-te nos teus sonhos e conta comigo"
Sempre meu doce! Sempre, não vou deixar que a tua mao se lague nunca!
Isto é um santuario meu Deus!
Tu tens noção do que escreves?!
Estou parva
Está lindo :)
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